O Que é Previdência Privada?

 

A previdência tem a principal finalidade de proporcionar uma maior segurança ao segurado e à sua família após a aposentadoria fornecida pelo INSS. Fazer uma previdência privada significa juntar recursos em longo prazo, para receber de uma única vez ou sob a forma de renda mensal em período determinado pelo segurado. Assim sendo, o segurado além de utilizar o valor a ser recebido como complemento de aposentadoria, poderá utilizar os recursos para realizar algum outro projeto como, viagem, compra de imóveis, educação dos filhos, etc.

 

Como escolho o melhor plano?

 

O primeiro passo é definir os objetivos que você quer atingir com a aquisição de uma previdência. Os objetivos mais comuns são: Acumular renda para complementar a aposentadoria, acumular renda para um objetivo específico ou acumular renda e contratar coberturas de risco para que você usufrua em vida, e seus beneficiários estejam garantidos no caso de morte ou invalidez.

Chegando assim no ponto mais importante do processo de contratação, que é ter uma corretora com profissionais especializados como a Presença Total, para conseguir o plano ideal que estará de acordo com os objetivos e necessidades levantados pelo segurado.

 

A Previdência tem algum risco?

 

Os valores de acumulação especificamente dos planos VGBL e do PGBL são aplicados nos fundos de investimento especialmente constituídos (FIEs), fundo este exclusivo e com CNPJ próprio, separando assim os valores da seguradora contratada. Assim sendo, caso ocorra qualquer imprevisto, ou liquidação de empresa, o fundo de reserva do segurado estará seguro.

No restante dos planos, cabe basicamente à administração por parte das seguradoras, no caso de optarem por investimentos inadequados ou mesmo não aplicar o dinheiro do segurado. Desta forma, é bastante importante afirmar que a Presença Total trabalha apenas com seguradoras de grande porte que estão no mercado há mais de 20 anos no ramo de previdência privada.

 

O que é perfil de risco?

 

É o perfil do investidor da previdência. As seguradoras avaliam os segurados com um questionário para determinar se o cliente é um investidor conservador ou agressivo, ou seja, se ele tem alguma aversão à riscos financeiros ou se prefere arriscar mais nos investimentos, para saber assim o melhor investimento a ser realizado para cada segurado.

 

Como distinguir o grau de risco de um plano?

 

Estando atento à composição da carteira do fundo, pois é ela que determina o perfil de investimento dos recursos do plano. As características da composição da carteira de cada modalidade são:

 

Fundo Soberano (conservador) - Aplicações apenas em títulos públicos federais emitidos pelo Tesouro Nacional e/ou Banco Central e créditos securitizados do Tesouro Nacional.

 

Fundo de Renda Fixa (moderado) - Aplicações em títulos do Tesouro Nacional e/ou do Banco Central, em títulos securitizados do Tesouro Nacional e em investimentos de renda fixa (títulos emitidos por instituições financeiras privadas, como CDBs, debêntures, etc).

 

Fundo Composto (agressivo) - Aplicações mais diversificadas, numa composição entre títulos públicos federais e privados e renda variável (ações, fundos de ações, commodities, ouro, contratos negociados em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros, etc).

 

O limite para aplicações em renda variável é de 49% do patrimônio do fundo. A restrição está associada à possibilidade de fortes oscilações das ações negociadas em bolsa de valores, cuja remuneração ou retorno de capital não pode ser dimensionado no momento da aplicação. Muita atenção ao ingressar nesse tipo de plano, porque é a entidade ou a seguradora que define o percentual da carteira do fundo que será destinada à renda variável.

 

Quanto devo investir num plano de previdência?

 

Não existe limite de investimento, o segurado deve avaliar sua situação financeira atual, suas possíveis necessidades, e seus objetivos a longo prazo.

O que deve estar bem claro é que a previdência é um investimento à longo prazo, onde o segurado não poderá utilizar o Fundo de Reserva para despesas imediatas, mesmo porque existe uma carência de resgate após a contratação do plano.

 

Desta forma, é importante o segurado ter um investimento paralelo para possíveis emergências, não havendo assim, a necessidade do saque do valor acumulado para a previdência.

 

Por quanto tempo eu devo contribuir?

 

O período é definido pelo segurado, apenas lembrando que quanto maior o valor e o tempo de contribuição, maior será o benefício gerado.

 

Existe valor mínimo de contribuição mensal?

 

Sim. É um valor estipulado por cada seguradora, dependendo do plano escolhido.

 

Além das contribuições mensais eu posso fazer depósitos independentes?

 

Sim. Estes depósitos são chamados de aportes e podem ser feitos no valor e período desejado pelo segurado. Os aportes ajudam a aumentar o saldo acumulado do benefício.

 

Como calculo a renda de que vou precisar quando me aposentar?

 

Quanto mais novo iniciar as contribuições no plano, menor será o valor de sua contribuição, pois terá mais tempo para acumular o saldo desejado. E ao longo deste período entre o início das contribuições e a aposentadoria, é possível realizar aportes em diversos períodos, o que juntamente com o valor acumulado irá gerar maior rendimento

 

Você deve iniciar o quanto antes uma poupança para garantir gastos futuros, principalmente se não tem outras fontes de renda a não ser aquela proporcionada pelo seu trabalho. Nos planos de previdência complementar aberta e de acumulação, quanto mais jovem for o investidor, menor poderá ser a aplicação (contribuição), sem falar que o dinheiro investido incorporará rendimentos por mais tempo. Quanto maior a distância entre a contratação e o recebimento futuro do benefício, mais tempo você terá para acumular capital. Ao comprar um plano com 25 anos de idade, o esforço para juntar um capital de R$ 1 milhão até os 65 anos de idade se dilui ao longo de 40 anos. Mas aos 47 anos de idade, os custos serão muito maiores, porque o horizonte de tempo cai para apenas 18 anos. No caso de uma pessoa com tempo relativamente curto entre a idade da contratação e a idade planejada para a aposentadoria, uma alternativa é iniciar o plano com um aporte mais substancial de recursos. Dessa forma, será possível diminuir o valor das contribuições, sem afetar a renda que pretende receber. Na compra de um plano, você pode escolher várias formas de contribuição, característica que tornou o VGBL e o PGBL bem atrativos. É possível personalizar o seu plano de forma que o valor de suas contribuições esteja de acordo com a disponibilidade do seu orçamento.

 

Onde comprar o plano? Como escolher a instituição?

 

Os planos de previdência complementar ou de acumulação são elaborados por seguradoras ou entidades abertas de previdência complementar. Os planos precisam ser submetidos à aprovação prévia da Susep, autarquia subordinada ao Ministério da Fazenda, responsável pela fiscalização do setor. Cada plano se transforma num processo que recebe um número. Por essa identificação, a Susep fará o acompanhamento e fiscalização, desde a aprovação, passando pela comercialização até o pagamento dos benefícios. No site da Susep você pode se informar se o plano que quer comprar está regularizado e se o corretor de seguros que está lhe prestando o serviço de intermediação está habilitado profissionalmente.

 

Quanto custa manter um plano?

 

Ao planejar sua aposentadoria complementar, seja cuidadoso na hora de negociar as taxas cobradas pelas instituições. Quando essas taxas – administração e carregamento – são muito altas, podem comprometer o benefício do IR e a rentabilidade do seu investimento. Cada instituição cobra um percentual diferente. A taxa de carregamento se destina ao pagamento das despesas administrativas e de comercialização do plano. Quando for adquirir o seu plano, dê preferência a um produto que cobre o carregamento unicamente na saída, se você solicitar o resgate ou a portabilidade dos recursos. Dessa forma, o valor integral da contribuição é aplicado no fundo. Quanto à taxa de administração financeira, as entidades são obrigadas a divulgar diariamente, em jornais de grande circulação, a rentabilidade dos fundos que administram. A rentabilidade divulgada já é líquida da taxa de administração financeira. Também é divulgada a taxa de administração cobrada em cada fundo. Aproveite a concorrência do mercado para conseguir condições mais favoráveis para você. Vale lembrar que a rentabilidade divulgada já é líquida da taxa de administração financeira.

 

Sobre quais valores são cobradas taxas para manter o plano de aposentadoria?

 

Você deve ficar atento aos custos que recaem sobre o seu plano. As despesas podem ser cobradas sobre a aplicação dos recursos, no resgate, no pedido de portabilidade e sobre a rentabilidade das aplicações (performance). Os custos podem variar de acordo com a quantia investida e com o prazo de aplicação, podendo ser negociados. Você deve insistir para ter os menores encargos sobre o seu saldo. Saiba que é proibida a cobrança de taxa de inscrição e de comissões sobre o valor das contribuições, sob a justificativa de intermediação. Saiba quais são os custos e por que são cobrados:

 

Carregamento - É a taxa que corresponde às despesas administrativas e de comercialização. Pode ser cobrada na data do pagamento da contribuição ou no momento do resgate ou da portabilidade. Nestes casos, entretanto, a cobrança só pode ser feita sobre o valor do resgate ou sobre a parcela transferida para outra instituição e, principalmente, apenas sobre o valor nominal das contribuições pagas. Em geral, essa taxa varia entre 5% e 1,5%, podendo haver isenção quando o participante fizer um depósito expressivo e permanecer contribuindo por prazo superior a dois anos, por exemplo. Contribuições de valores mais elevados têm peso na argumentação para redução dessa taxa. Seu poder de barganha será maior antes de assinar o contrato. O valor ou percentual de carregamento, o critério e a forma de cobrança deverão constar na proposta de inscrição, na nota técnica atuarial, no regulamento e, no caso de plano coletivo, no respectivo contrato. Depois de estabelecidos todos os aspectos do carregamento, não poderá haver aumento. No entanto, o inverso, ou seja, redução do custo ficará a critério da seguradora ou entidade de previdência complementar responsável pelo plano. A taxa de carregamento pode ter percentuais decrescentes, a partir da entrada no plano, como estratégia das seguradoras e entidades de previdência complementar para motivar a permanência e evitar que o participante transfira suas aplicações para outra instituição. O valor do carregamento não poderá superar 10% da contribuição para o PGBL e o VGBL na cobertura por sobrevivência, isto é, quando o participante recebe o benefício em vida. O limite sobe para 30% da contribuição para a taxa de carregamento das coberturas de risco. Em planos coletivos, a pessoa jurídica (empresa, clubes, associações, sindicatos, etc), responsável pela contratação, pode ser remunerada com parte da taxa de carregamento para fazer frente a despesas com divulgação e publicidade e pelos serviços de adesão, cobrança, repasse e prestação de informações.

 

Exemplo de cobrança do carregamento antecipado - Na prática, uma taxa de carregamento de 5% sobre o pagamento da contribuição (na entrada) significa que a cada R$ 100,00 investidos só R$ 95,00 vão ser creditados efetivamente no seu plano. Nesta hipótese, quanto maior o percentual de carregamento, menor a fatia da contribuição que será incorporada à sua reserva.

 

Taxa de administração financeira - É a taxa cobrada pela empresa administradora do fundo de investimento. É descontada da rentabilidade diária do fundo. A rentabilidade divulgada em jornais e outros meios de comunicação já é líquida, isto é, com dedução dessa taxa. Nos planos VGBL e PGBL, esse custo varia de 1% a 5% ao ano, com cobrança diária. Mas você também pode negociar esses percentuais. A taxa de administração deve estar definida no regulamento do plano, em caráter anual, sendo calculada sobre o patrimônio líquido do fundo. Diariamente é feito o cálculo da taxa de administração sobre o patrimônio líquido de fechamento do dia anterior.

 

Quais aspectos exigem atenção na hora de contratar um plano?

 

Avalie a instituição na qual deseja contratar o plano, buscando informações na Susep. Leia com cuidado todas as informações e cláusulas da proposta de adesão e do regulamento do plano. Só assine depois que tirar todas as suas dúvidas. Observe as condições estabelecidas para as duas fases dos planos, ou seja:

Período de diferimento ou fase de acumulação de recursos - É o período compreendido entre a data de início de vigência do plano e a data prevista no contrato para começar o pagamento do benefício. Essa é a fase em que você deve buscar uma boa rentabilidade para o plano, com o objetivo de garantir o pagamento do benefício. Durante esse período, a totalidade dos recursos será aplicada apenas em quotas do fundo criado exclusivamente para os recursos do plano. Procure saber quanto rendeu nos últimos anos e quais são as taxas de carregamento e de administração financeira. Lembre-se: rentabilidade passada não garante rentabilidade futura.

 

Período de pagamento de benefícios ou fase de recebimento da renda - Nesta fase você começará a receber o benefício, sob a forma de pagamento único ou de renda. No caso de renda, esta poderá ser vitalícia ou temporária, conforme a estrutura do plano que você contratou. A renda será calculada com base no saldo acumulado (provisão matemática de benefícios a conceder) ao término do período de acumulação ou diferimento, bem como na taxa de juros do plano e na tábua biométrica. Preste atenção também no percentual de reversão de excedente financeiro, quando este repasse estiver previsto. No caso dos benefícios de risco (morte e invalidez), verifique principalmente período de carência, coberturas oferecidas, riscos excluídos, carregamento e critérios de cancelamento.

 

Como é calculada a renda mensal da aposentadoria complementar?


O cálculo da renda mensal inclui o valor da reserva acumulada, o tipo de renda contratada (vitalícia, temporária, reversível, etc), o tempo de recebimento da renda e a idade de aposentadoria escolhida. Também são utilizadas a tábua atuarial ou biométrica (tabelas estatísticas com as probabilidades de sobrevivência e morte de uma população ou, ainda, de entrada em invalidez ou de mortalidade de inválidos) e taxa de juros.

 

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